julho 13, 2009
# 5
Janeiro | Dezembro 2009
Neste número:
Pelo Mar Espumante da Vida * Poemas de Jibanananda Das, traduzidos do Bengali por Rita Ray
Canção, intervenção política e memória em Cabo Verde ~ Duas 'letras' traduzidas
Attila József * Apresentação e selecção de poemas por Pedro Silva Sena
Humanidade * Poemas de Rui Tinoco
Revistas de Poesia: DiVersos
Índices da Inefável (2007-2009)
*
«Sabes, não existe perdão
e o arrependimento é vão.
Sê aquilo que realmente desejas - um homem
Não queimarás a terra.»
(Attila József, Sem perdão, 1937)
*
Pelo Mar Espumante da Vida
Jibanananda Das (1899 - 1954), um dos maiores poetas do sub-continente indiano, nasceu em Barisal (no actual Bangladesh), licenciou-se em Literatura Inglesa da Universidade de Calcutá e leccionou em várias faculdades em Calcutá, Delhi e na sua cidade natal. A primeira colectânea de poemas, 'Jhara Palak' ('Penas Caídas'), foi publicada em 1927. As suas obras mais conhecidas são 'Banalata Sen' (1942) e 'Rupasi Bangla' ('Linda Bengala', escrito em 1934 e publicado postumamente em 1957).
Jibanananda pertencia a um grupo de poetas ansiosos por quebrar com a herança poética de Rabindranath Tagore (1861 - 1941), único poeta bengali, e indiano, a ter sido galardeado com o Prémio Nobel. O seu lirismo encontra-se sem paralelo na literatura bengali. Apesar de ser melhor conhecido pela sua poesia - onde se destaca um amor profundo pela natureza e pelas paisagens rurais, a tradição e a história -, Das, todavia, é muito urbano e introspectivo, tendo a sua obra como temas a solidão, a depressão e a morte. Mestre de palavras-imagens, escreveu, além de poemas, ensaios, contos e romances; muitos dos quais deixou inéditos numa arca, como Pessoa. Enquanto os seus primeiros poemas evocam a beleza natural e rural de Bengala, os posteriores reflectem a depressão, a frustração e a solidão da vida urbana. Os seus contos e romances analisam as complexidades da vida conjugal e os relacionamentos sexuais, bem como a sociedade e a política da sua época. Jibanananda morreu num acidente de eléctrico em Calcutá, em 1954.
~
Banalata Sen de Natore
Por milhares de anos passeio pelas ruas da terra,
Desde o mar do Ceilão até ao mar de Malaia na escuridão da noite
Percorri muito; no mundo obscuro de Bimbisara e de Axocá
Ali estava eu; na escuridão mais longínqua da cidade de Bidarva;
Sou uma alma cansada, rodeada pelo mar espumante da vida,
A única paz que conheci foi com Banalata Sen de Natore.
O seu cabelo é escuro como a noite de Bidixá antiquíssima,
A sua cara a escultura de Sravasti; o marinheiro que
Está desviado no mar alto com o leme quebrado
Quando ele vê uma terra de erva verde no meio da ilha de canela
Foi assim que a vi na escuridão; ela disse "onde esteve este tempo todo?"
Levantando os olhos como o ninho de aves, Banalata Sen de Natore.
Ao fim do dia vem a noite
como o som de orvalho; a águia apaga o cheiro do sol das suas asas
Quando se apagam as cores todas da terra então se forja um manuscrito
de contos reluzentes com as cores de pirilampos;
Os pássaros todos voltam a casa - desaguam os rios todos no mar - acabam os negócios todos desta vida
Resta apenas a escuridão para ficar frente a frente com Banalata Sen.
~
Uma estranha escuridão...
Uma estranha escuridão desceu hoje nesta terra
Os cegos vêem mais claramente;
Os que não são comovidos por amor, nem por amizade, nem por misericórdia
O mundo fica desamparado sem o bom conselho deles.
Os que ainda têm fé na humanidade
Os que ainda consideram como natural
A grande verdade ou os costumes, ou as artes, ou a entrega
O coração deles hoje faz alimento dos abutres e das raposas.
~
A laranja
Uma vez que eu sair deste corpo
Nunca hei-de voltar a esta terra?
Oxalá eu volte
Numa noite de Inverno
Com a polpa gelada e lastimável duma laranja
Na mesa de cabeceira dalgum doente que eu conhecia.
~
Cidade
Alma minha, viste muitas grandes cidades;
Os tijolos e o almofariz, as palavras e os trabalhos
E as esperanças, os terríveis olhos perdidos de desespero daquelas cidades
Tornaram-se em cinzas no desgosto da minha mente.
Todavia vi o nascer do sol na beira da imensa nuvem da cidade;
Vi o sol na outra margem do rio do porto
Tem o feixe como o do camponês amante na terra cor-de-laranja das nuvens;
Vi as estrelas por cima das luzes da cidade
Estão em voo para um mar austral qual multidão de patos selvagens.
Texto de apresentação, selecção de poemas e tradução do Bengali por Rita Ray
*
Canção, intervenção política e memória em Cabo Verde ~ Duas 'letras' traduzidas
As 'letras' que aqui traduzimos do Badiu – recomendando a audição simultânea das respectivas canções –, são documentos eloquentes e pungentes da condição social e económica dos habitantes de Cabo Verde nas últimas décadas do domínio colonial. Fomi 47, da autoria de Codé di Dona e interpretada pelos Finaçon e Simentera, entrevê as consequências dramáticas das secas que assolam o arquipélago, cuja pior expressão foi vivida em 1947. A fuga à fome assassina forçou então muitos cabo-verdianos à migração para São Tomé e Príncipe, aonde conheceram um jugo quase esclavagista enquanto “contratados” nas plantações de cacau. Por seu lado, Alto Cutelo, da autoria de Renato Cardoso e interpretado por Os Tubarões (em 1977), aponta outro dos destinos daqueles que as secas e o sistema económico colonial expulsaram das ilhas. O “contratado” aqui narrado parte sozinho para Lisboa, à custa da sua propriedade, a fim de trabalhar como operário industrial e da construção civil; no horizonte, porém, doura a liberdade, exige-se a libertação.
Fomi 47
La na 59
Tchuba scoregado
Desanimado nha bida
d'djobi barco
Pa'n ba santum.
N'ba praia Santa Maria
Na scritori di Fernand di Sousa
N'dal nomi e pom na papel
El dam numero 37.
N'da rincada
N'ba pilorinho
N'tchiga na Didi di Riqueta
N'pol nha probolema
El djudam mata fomi.
Kuatu dia ku kuatu noti
Na kuatu ora di madrugada
N'olha barco Ana Mafalda
N'odja luz toma baia
Flado mi Ana Mafalda ki dja bêm
Pa leba genti Santumé di Prispi
N'pô kabessa na tjom
N'xinta n'cuda bida.
A Fome de 47
Em 1959
Não chovia.
Desanimado com a minha vida
Olhei os barcos
Que vão para São Tomé.
Na praia de Santa Maria
No escritório de Fernando de Sousa
Dei-lhe o meu nome e assinei:
Deram-me o número trinta e sete.
Pelo pelourinho
Encontrei Didi di Riqueta,
Contei-lhe o meu problema
E ele ajudou-me a matar a fome.
Quatro dias e quatro noites depois
Às quatro horas da madrugada
Vi o barco
Já a luz tomava a baía.
Alguém disse que era o Ana Mafalda que chegava
Para levar gente para São Tomé e Príncipe.
Pousei a cabeça no chão
E pensei na minha vida.
Tradução (a partir de uma tradução francesa): Pedro Silva Sena.
~
Alto Cutelo
Na altu kutelu sinbron dja ka ten (dja seka)
Rais stikadu djobe agua, k'atcha (dja seka)
Agua sta fundu e ni omi ka tral (dja seka)
Mudjer un sumana sê lumi ka sende (na kasa)
Sê fidju, na strada so un ta trabadja (pa dozi mirés)
Maridu dja dura ki bai pa Lisboa (kontratadu)
Pa bai pa Lisboa e bende sê tera (metadi di presu)
Ali, el ta trabadja na tchuba na bentu (na friu)
Na Kuf, na Lisvanani i na Jota Pimenta
Mon d'obra baratu, pa mas ki trabadja (serventi)
Mon d'obra baratu, baraka sen lus (kumida a presa)
Inda mas nganadu ki s'irmon branku (sploradu)
Ma un dia, k'n vra pa tera
Monti Gordu i Malaguéta
Nhos ten ki dam agua
Ku forsa nu brasu, konsiensia di mi,
E mi ki trabadja, tera i poder é pa mi
Ku sinbron na kutelu (nos tera)
Midju na tchon (nos tera)
I barku no portu (nos tera).
Alto Cutelo
Em Alto Cutelo já não há sinbron – já secou;
As raízes estendem-se à procura de água, sem a encontrar – já secou;
Está tão no fundo que nenhum homem a alcança – já secou;
Há uma semana que a mulher não cozinha – em casa;
Está sozinha com o seu filho que trabalha nas estradas – por doze mil réis;
Há muito tempo que o seu marido está em Lisboa – contratado;
Para ir para Lisboa vendeu a sua terra – por metade do preço;
Trabalha lá à chuva e ao vento – ao frio;
Na CUF, na Lisnave e na Jota Pimenta;
Mão-de-obra barata, por mais que trabalhe – servente;
Mão-de-obra barata, barraca sem electricidade – come à pressa;
É mais enganado do que o seu irmão branco – explorado;
Mas um dia quero voltar para a minha terra
Monte Gordo e Malagueta
Vocês têm que me dar água;
Com a força dos braços
E consciência de mim
Sou eu quem trabalha
A terra e o poder pertencem-me;
Com o sinbron em Alto Cutelo
Milho no campo
E barcos no porto.
Tradução do Badiu: Emanuel Sousa
*
Attila József * Apresentação e selecção de poemas por Pedro Silva Sena
Attila József (1905 - 1937) nasceu e morreu na Hungria. A sua vida foi marcada pela pobreza, pela doença (mental), pela busca de afecto e de humanidade - e pela poesia. Na wikipédia podem-se encontrar-se os marcos biográficos e ligações úteis para conhecer melhor a obra e a biografia deste escritor (cf. http://en.wikipedia.org/wiki/Attila_Jozsef#English_Translations). Escolhemos para esta apresentação alguns poemas de entre os mais celebrados, traduzidos para Inglês.
Opening
Lidi’s young brother here,
Khan Batu’s Budapest relative,
who lived on bread for years
and never owned a royal-blue eiderdown;
for whose poems death
simmers beans in a wooden pot —
hey bourgeois! hey proletarian! —
I, Attila József, am here!
(1927 ~ Tradução do Húngaro: Ron A. Kalman e Gabor J. Kalman)
~
With a Pure Heart
I am fatherless, motherless,
Godless and countryless,
I have no cradle, no funeral shroud,
And no lover to kiss me proud.
For the third day I have had
No food, not a piece of bread.
My strength is my twenty years –
I will sell these twenty years.
And if no one heeds my cry,
The devil may choose to buy.
My heart’s pure, I’ll burn and loot,
If I must, I’ll even shoot.
They will catch me and string me up,
With the good earth cover me up
And death-bringing grass will start
Growing from my beautiful, pure heart
(1925 ~ Tradução do Húngaro: John Bátki)
~
Consciouness
1
Dawn unbinds the sky from the earth
and at its clear soft word
beetles and children
spin forth into the world:
there is no haze in the air,
this bright clarity floats everywhere.
Overnight, they have covered the trees:
like so many small butterflies, the leaves.
2
I saw paintings daubed with red,
yellow and blue in my dreams,
and I felt it was all in order,
not a speck of dust out of place.
Now my dreams seem pale shadows haunting
my limbs; the iron world order returns.
During the day a moon rises within
and inside me at night the sun burns.
3
I am thin, at times I eat only bread.
Among souls that idly chatter and temporize
I search – free and free of charge –
for greater certainty than the fall of dice.
Stuffing myself with roast beef would be nice,
or cuddling a small child to my heart –
But even the trickiest cat can’t catch at once
The mouse outside and the one in the house.
4
Just like a pile of split wood
the world lies in a heap;
so does each thing push, uphold, keep
every other thing in place,
so that everything is determined.
Only what is not can become a tree
only what’s yet to come can be a flower.
The things that exist fall into pieces.
5
As a child at the freight station I lay
in wait, flattened against a tree,
like a piece of silence. Gray
weeds touched my mouth, raw, strangely sweet.
Dead still, I watched the guard’s feet,
his passing shadow on the boxcars,
stubbornly kept falling over my prize,
those scattered lumps of coal, dewy and bright.
6
The anguish is deep inside me, here,
while its explanation lies out there.
My wound is the whole world – it burns;
I feel the fever, my soul, as it churns.
You are enslaved by your rebellious heart,
and will be free only when you will stop
building yourself the kind of apartment
where a landlord moves in to collect rent.
7
I looked up in the night
at the cogwheels of the stars:
from sparkling threads of chance
the loom of the past wove laws.
Then, in my steaming dream
I looked at the sky again:
somehow the fabric of the law
always had a missing stitch, a flaw.
8
Silence listened, the clock struck one.
Why not visit your childhood –
even among the cinderblock walls one could
imagine some bit of freedom,
I thought. But when I stood up,
the constellations, the big bear,
like prison bars, shone up there
above my silent cell.
9
I have heard iron crying,
I have heard rain laughing.
I have seen the past split apart.
and realize only notions can be forgot;
and all I can do is keep loving
while bent double under my burdens
Why should I forge a swordblade
out of you, golden consciousness!
10
An adult is someone bereft
of father and mother inside his heart,
who knows that life is a free gift
something extra thrown in on death’s part,
and, like a found object, can be returned,
anytime – therefore, it’s to be treasured.
He is nobody’s god or priest
- his own self’s least.
11
Once I saw happiness, contentment:
four hundred pounds of rotund pink fat.
Over the harsh grass of the farmyard
it’s curly smile swayed and tottered.
It plopped down in a puddle, warm and nice,
looked at me, blinked, grunted twice –
I still see the hesitant way
light fumbled in its bristles as it lay.
12
I live by the railroad tracks
watching the trains go by.
The shining windows fly
in the swaying downy darkness.
This is how in eternal night
The lit-up days speed by
and I stand in the light of each compartment,
Leaning on my elbows, silent.
(1933 - 1934 ~ Tradução do Húngaro: John Bátki)
~
Well, In the End I Have Found my Home...
Well, in the end I have found my home,
the land where flawless chiseled letters
guard my name above the grave
where I’m buried, if I have buriers.
It will take me like a collecting-box,
this earth. For no one (sadly) wants
wartime leftovers of base metal,
wretched devalued iron coins.
Or an iron ring engraved
with noble words: new world, rights, land.
Our laws are still the fruit of war;
gold rings shine finer on the hand.
For many years I was alone.
Then all about me was a crowd.
It’s up to you, they said, although
I’d have loved to follow them round.
It was like that, empty, the way I lived:
no one has to tell me it was.
I was compelled to play the fool
and now I die without a cause.
In that whole whirlwind of my life
I have tried to stand my ground.
More sinned against than sinning, I
leave that thought and laugh aloud.
Spring is beautiful, summer too,
autumn better, winter the best
when you leave your hopes for family
and hearth to other men at last.
(1937 ~ Tradução do Húngaro: Edwin Morgan)
*
Humanidade * Poemas de Rui Tinoco
Bem sei que vivi as coisas por dentro
com seriedade na alma e nos gestos,
mas também com o amor e a ternura
a descoberto.
Agora choro.
Oiço os versos e as partituras sofridas,
de outras épocas, pois é certo
que as coisas humanas reduzir-se-ão sempre
a isto: o que é um homem?,
que mistério vem a ser esse da mulher?,
e como eles se combinam em paraíso
ou inferno, quando não ocorrem os dois,
alternadamente, misturando os sentidos
e as decisões, lavando tudo: a ternura,
depois as lágrimas,
novamente a ternura,
até se ter percorrido o tempo de uma vida.
Mas falava da minha dor
quando o mundo se me intrometeu no peito
e agora o sofrimento também é vosso,
pois já estão aqui, estes versos,
com a vaga notícia do meu desfalecimento.
~
Inicialmente
a procura é cega, os olhos estão vendados,
a boca sequiosa
sobre uns sentidos desordenados,
céleres ao mesmo tempo.
Procuramos, sem saber o quê,
impulsionados pelo corpo que se ergue
começando a desejar sem palavras
apenas crescendo para o mundo,
exigindo da terra uma metade
que o complete.
Inicialmente a procura é cega, dizia,
e se por acaso tropeçamos num corpo,
amamos nesse corpo
o sonho utópico da infância,
o que o nosso coração
espera da própria vida.
Ao despertarmos do idílio
aprenderemos, amargamente, que é só
o inalcançável que, na verdade, importa.
~
Se afirmo a minha humanidade
que o mesmo será dizer água,
pois o dedo que levanto com estas palavras
não é mais do que isso
e os pés em que me apoio
a boca que pronuncia sentido
e exclamações: como é belo o mundo!,
não são mais do que água;
mas se afirmo a minha humanidade, repito,
aprumo o tronco, finco os pés à terra,
cerro os punhos com coragem
na perplexidade de ser um homem.
(Ler ainda em Big Ode Sublime)
*
Revistas de Poesia ~ DiVersos
A revista DiVersos - Poesia e Tradução (Edições Sempre-Em-Pé), lançada em 1996 e com coordenação a cargo de Jorge Vilhena Mesquita e José Carlos Marques, conta já com quinze números e nas suas páginas podemos esperar poesia de autores portugueses e poesia traduzida - e para não nomear omitindo, acrescentamos que podemos encontrar juntas nas suas páginas a consagração e a (re)descoberta, a revelação e o reencontro. [em conclusão]
*
INEFÁVEL ~ Índices (2007-2009)
Para facilitar a leitura e encaminhar gostos, aqui deixamos os índices dos primeiros números:
# 1 (2007)
Urgência Poemas de Philip Larkin escolhidos e traduzidos do Inglês por Pedro Silva Sena
Sala de Espera Poemas de: José Maria de Aguiar Carreiro ~ Pedro Silva Sena
Em Carne & Osso Alto Teatro no Barroso, de Alberto Augusto Miranda
# 2
Evocação : Era um Redondo Vocábulo, de José Afonso
Revisitar : Arquimedes da Silva Santos
Sem-Rosto Poemas de Alves Bento Belisário ~ Andréa Catrópa ~ Pedro Russo Moreira ~ Pedro Silva Sena
Electrónicos páginas pessoais, blogues e revistas de poesia
# 3 (2008)
Palavras Poema de Régis Bonvicino
Ensaio Geral Poemas de Ricardo Ferreira de Almeida
Não te Salves Poemas de Mario Benedetti apresentados e escolhidos por Patrícia Alves de Matos
# 4
Inéditos * Poemas inéditos de Alves Bento Belisário e de Rui Tinoco
Tenho Raiva ao Silêncio * Poemas de Athaulpa Yupanqui apresentados e seleccionados por Patrícia Alves de Matos
Amanhã * Poemas de Raffaele G. Fragola traduzidos do Italiano por Pedro Russo Moreira
# 5 (2009)
Pelo Mar Espumante da Vida * Poemas de Jibanananda Das, traduzidos por Rita Ray
Canção, intervenção política e memória em Cabo Verde ~ Duas 'letras' traduzidas, por Emanuel Sousa e Pedro Silva Sena
József Attila * Apresentação e selecção de poemas por Pedro Silva Sena
Humanidade * Poemas de Rui Tinoco
Revistas de Poesia: Di Versos
Publicado por Pedro Silva Sena às 05:41 PM | Comentários (0)